segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Em evento do PT, Dilma diz que tem 'energias redobradas para fazer mais'

 Diante de uma plateia de militantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), a presidente Dilma Rousseff rebateu nesta segunda-feira (10), sem citar nomes, críticas de potenciais adversários na eleição de outubro de que o modelo petista de governo "se esgotou" e afirmou aos integrantes do partido que possui "energias redobradas para fazer mais".

"Não somos paralisados, não paramos, sempre seguimos em frente e à frente. Quero dizer a vocês que possuo energias redobradas para fazer mais", enfatizou a presidente em meio à festa comemorativa aos 34 anos do PT, em São Paulo.
Não somos paralisados, não paramos, sempre seguimos em frente e à frentre. Quero dizer a vocês que possuo energia redobradas para fazer mais"
Dilma Rousseff, presidente da República
Ao longo dos 44 minutos de discurso no evento partidário realizado no centro de convenções do Anhembi – em que fez um balanço dos principais programas de seu governo –, a petista também respondeu declarações de líderes da oposição de que sua administração poderia ter "feito mais". Ela classificou a avaliação oposicionista de "cara de pau".
"Antes mesmo de assimilar grandes obras que realizamos, eles têm a cara de pau de dizer que o ciclo do PT acabou, que o nosso modelo se esgotou, que demos o que tínhamos de dar", disse Dilma.
"Sabemos também que eles [oposição] dizem que esse governo poderia ter feito mais. Em governos sérios como o do PT, cada conquista, cada obra, cada serviço melhorado é só um começo. E porque acredito nisso, ninguém cobra mais de mim do que eu mesma. Ninguém questiona mais meu governo do que eu mesma", complementou.
A presidente da República deu início ao seu discurso sob gritos de "Dilma, guerreira da pátria brasileira". Na tentativa de retribuir a recepção calorosa, a chefe do Executivo classificou a militância do PT de "aguerrida".
Para Dilma, as previsões "catastróficas" feitas sobre o desempenho de sua gestão são de autoria das mesmas pessoas que, no início do governo Lula, em 2003, haviam anunciado uma "debandada" de empresários do país e haviam profetizado que o Brasil ia afundar. "O fim do mundo chegou sim, mas para eles, e faz muito tempo", alfinetou.
Lula
Padrinho político de Dilma e nome de maior expressão do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não prestigiou a festa de aniversário do partido que ajudou a fundar. O ex-chefe do Executivo viajou para Nova York na manhã desta segunda para um encontro com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton.
Lula irá se reunir com o ex-chefe da Casa Branca nesta terça (11), na sede da Fundação Clinton.
Apesar da ausência na cerimônia partidária, Lula gravou uma mensagem em vídeo para os colegas do PT. No vídeo de cerca de cinco minutos, o ex-presidente destaca a trajetória política da legenda e conclama os correligionários a se orgulharem das conquistas obtidas pela sigla nas últimas três décadas e meia.
"Não estarei na comemoraão pessoalmente, mas acho que nenhum petista, por mais divergências que temos internamente, deve deixar de se orgulhar do que construímos nesse país. Não fizemos tudo que temos de fazer, apenas subimos alguns degraus", ressaltou na mensagem.
Oposição e STF
O evento que marcou os 34 anos do PT foi prestigiado pelos ministros Arthur Chioro (Saúde), Marta Suplicy (Cultura) e Teresa Campelo (Desenvolvimento Social). Ex-titular da Saúde e provável candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha foi um dos poucos oradores da festa de aniversário.
Em seu discurso, Padilha criticou as gestões do PSDB à frente do Palácio dos Bandeirantes. Na visão do ex-ministro de Dilma, o governo Geraldo Alckmin é "lento, sem coragem e acomodado". A cerimônia foi o primeiro evento público em que Padilha participou ao lado da antiga chefe desde que deixou a Esplanada dos Ministérios.
Durante a solenidade, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, teceu, sem apontar nomes, duras críticas aos potenciais oponentes de Dilma Rousseff na eleição deste ano. Ele acusou os prováveis adversários da presidente de terem desencadeado uma "campanha sórdida" contra o PT.
"Verdadeiras ações de terrorismo psicológico, um verdadeiro tsunami de boatos. Mas como em outras vezes, o eleitorado não vai se deixar iludir", opinou.
Somos obrigados, agora, a assistir ao absurdo de ver membros da mais alta corte do país que prejulgam insultando, suspeitam caluniando, e agridem com uma gratuidade tão espantosa que parece estarmos vivendo em outro país. Uma corte não é um partido, nem uma torcida organizada"
Rui Falcão, presidente nacional do PT
De acordo com Falcão, a festa de aniversário, além de servir para celebrar os 11 anos do PT à frente do governo federal, também marcou o pontapé inicial da jornada que visa a reeleição da petista para a Presidência.
O dirigente do PT também criticou com palavras duras as condenações de integrantes do partido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do processo do mensalão.
“Somos obrigados, agora, a assistir ao absurdo de ver membros da mais alta corte do país que prejulgam insultando, suspeitam caluniando, e agridem com uma gratuidade tão espantosa que parece estarmos vivendo em outro país. Uma corte não é um partido, nem uma torcida organizada. Se começa a se transformar nisso, pode vir, até mesmo, a instaurar um novo tipo de terrorismo de estado”, disparou o dirigente do PT.
“O membro de uma Corte não pode ter atitudes extremadas, inconsequentes e exacerbadas, pois, por sua própria natureza, o poder Judiciário deve ser mais equilibrado e, muito especialmente, mais justo, como infelizmente não tem sido com nossos companheiros condenados no curso da Ação Penal 470”, completou.

Partidos banalizam candidaturas no Ceará

 Apesar de afirmarem que prezam pela conduta ética e histórico de militância dos filiados, a maioria dos partidos políticos tem pouco ou nenhum controle dos candidatos lançados durante as eleições municipais e gerais. Só no pleito de 2012, pelo menos 24 postulantes a vereador de Fortaleza não tiveram nenhum voto. Outros 900 não alcançaram nem três mil sufrágios. Centenas de candidaturas são lançadas de dois em dois anos, mas somente algumas dezenas tornam-se protagonistas na campanha eleitoral.

Image-0-Artigo-1541950-1Nas eleições de 2010, mais de 140 pleiteantes a deputado estadual não chegaram a mil votos. A Assembleia Legislativa oferece 46 cadeiras no Ceará. Já dos que concorreram à Câmara Federal, que abre 22 vagas no Estado, 76 candidatos obtiveram menos de 15 mil votos e apenas 14 foram votados por mais de cem mil eleitores. Por conta da proporcionalidade do pleito, alguns partidos pequenos conseguiram eleger representantes no Legislativo.
O deputado estadual Paulo Facó - o menos votado a entrar na Assembleia Legislativa - conseguiu se eleger porque o partido ao qual é filiado, o PTdoB, coligou-se ao PTN e PRTB. Ele conquistou quase 22 mil votos, enquanto outros que obtiveram votação mais expressiva não conquistaram uma vaga no Legislativo estadual, como o vereador João Alfredo (PSOL), que alcançou 33.635 sufrágios.
Modesta
O presidente estadual do PTdoB, Haroldo Abreu, diz que a votação modesta de Paulo Facó representa uma campanha que não foi milionária e alega que o parlamentar é o parâmetro de critérios do partido para escolher os próximos candidatos. Segundo ele, os filiados que desejem se candidatar devem atender exigências como ser ficha limpa, não possuir anterioridade de processos judiciais e ter identificação com a cidade.
Haroldo Abreu ressalta que o método do PTdoB de se unir a outras siglas é uma estratégia necessária, embora acredite que o ideal seria que as siglas saíssem sozinhas nas eleições. "A coligação fragiliza os partidos, mas não consigo formar 90 mil votos hoje, temos que coligar". E sentencia: "Enquanto não chegamos nessa evolução, vamos jogar como o jogo está".
O dirigente relata que filiados que não são conhecidos da população acabam sendo candidatos porque podem surpreender na votação. "Alguns partidos fazem essa estratégia, mas todo partido tem um candidato concorrendo de verdade. Às vezes, temos surpresa. As eleições não têm cartas marcadas", diz.
Com a proporcionalidade nas eleições, muitos candidatos acabam atuando como puxadores de voto, a exemplo do vereador Capitão Wagner (PR), que obteve 43 mil votos na Câmara Municipal de Fortaleza e garantiu três nomes do partido na Casa. Um deles, o vereador Márcio Cruz, obteve apenas 3.193 sufrágios. Eleito pelo PR, Cruz deixou a legenda e se filiou ao PROS com menos de um ano de mandato.
Trampolim
Para Wagner, presidente municipal do PR, o ex-correligionário usou o partido como trampolim. "Ele saiu por conveniência e não ideologia", critica. O republicano garante que a sigla tenta selecionar pessoas íntegras para concorrer pelo partido, mas pondera: "Infelizmente nem sempre tem como identificar".
Para o vereador, é "subjetivo" estabelecer critérios para mensurar os méritos de indicação de candidatos pela agremiação, justificando que a regra é seguir o que diz o estatuto do partido. "Seria hipocrisia dizer que não consideramos densidade eleitoral, mas esse fator não pode ser a prioridade", declara.
O presidente do PDT no Ceará, deputado André Figueiredo, diz que a primeira exigência do partido é a conduta ética pessoal e profissional. "Levando em conta a representatividade no município, profissão ou bairro e a identificação com as bandeiras do partido". No próximo dia 15, o PDT reúne pretensos candidatos e parlamentares da sigla para discutir as possibilidades de candidaturas para este ano.
O pedetista justifica que, mesmo sem chance de vitórias, alguns pleiteantes usam o período de campanha para se tornarem conhecidos. "Muitos candidatos lançados nos municípios, mesmo que não se elejam, ganham visibilidade para um pleito municipal", exemplifica.
A cientista política Mirtes Amorim, professora aposentada da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma que é obrigação dos partido conhecer os projetos de cada candidato e a identificação com as bandeiras da legenda. "Numa democracia verdadeira, em funcionamento pleno, a escolha é prévia. Não é qualquer pessoa que chega e diz: quero me candidatar", declara.
A especialista ressalta que esse controle não ocorre no Brasil pela flexibilidade ideológica das agremiações. "Não tem essa exigência e as pessoas se candidatam sem ter nenhuma densidade política". Citando postulantes com votação inexpressiva, inclusive sem conquistar um único voto, Mirtes alerta que essas candidaturas configuram registro sem seriedade. "Fala mais alto nessa hora a desorganização partidária e o espírito narcísico de querer ver seu nome em evidência. Cabe ao partido fazer as exigências, fazer um filtro", opina.

Natan Donadon pede votação secreta em novo processo de cassação



 A defesa do deputado afastado Natan Donadon (sem  partido-RO) protocolou às 14h21 desta segunda-feira  (10) na Secretaria-Geral da Câmara representação  para que a análise em plenário do pedido de  cassação do mandato do parlamentar ocorra em  votação secreta.

 A defesa argumenta que a proposta de emenda à  Constituição que instituiu o voto aberto para  cassação e análise de vetos presidenciais foi  promulgada após a abertura na Casa de processo  contra Donadon.

O deputado foi condenado a 13 anos por peculato e formação de quadrilha e está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) marcou para as 19h desta quarta (12) sessão do plenário para definir se o deputado deve ou não perder o mandato.

Este é o segundo processo de cassação enfrentado pelo deputado de Rondônia. No dia 28 de agosto, o plenário da Câmara rejeitou cassar o mandato de Donadon. Na votação, secreta, 233 parlamentares se manifestaram a favor da cassação, mas para isso eram necessários pelo menos 257 votos.
Diante do resultado, o PSB protocolou no Conselho de Ética novo requerimento para abertura de processo por quebra de decoro. O colegiado aprovou em novembro do ano passado relatório do deputado José Carlos Araújo (PSD-BA) pela perda do mandato de Donadon. O processo, então, seguiu para o plenário.

O voto aberto foi aprovado pelo Congresso no final do ano passado, pondo fim às votações secretas em processos de cassação e análise de vetos presidenciais.
Para a defesa de Donadon, um processo após iniciado não pode ser regido por regras aprovadas posteriormente, sob "pena de violar a segurança jurídica e o devido processo legal". A representação contra Donadon teve início em setembro de 2013, enquanto a PEC do Voto Aberto foi aprovada em dezembro do ano passado.
"Não se pode admitir que tal alteração possa alcançar a presente representação, haja vista que significará, sem qualquer sombra de dúvida, um julgamento de exceção, pois uma alteração regimental de um dispositivo que interfere no julgamento de um processo administrativo disciplinar, só pode valer para os processos que se desencadearem depois da vigência do novo dispositivo", argumenta o advogado do deputado.

A representação deverá ser analisa pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, ainda nesta segunda. A expectativa é de que o pedido de Donadon seja negado, já o entendimento da Secretaria-Geral da Câmara é de que alterações feitas por emenda constitucional têm validade imediata.
Pedido pode ir para STF
O advogado de Donadon, Michel Saliba, afirmou que pretende entrar com o pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) caso a Câmara negue autorizar a votação secreta na quarta-feira. "Vamos judicializar este caso se o presidente da Câmara indeferir o pedido ou não houver resposta até às 18h", afirmou Saliba.
Para a defesa do parlamentar, é pouco provável que a votação fechada altere o resultado da processo. Saliba acredita que os deputados decidirão pela cassação do mandato em qualquer circunstância. O advogado disse, ainda, que tem pedido a Donadon que opte por renunciar.
"Vamos ter uma conversa amanhã e vou voltar a tocar no assunto [da renúncia] para evitar o desgaste de todos os lados. Até porque eu não acredito em outro resultado, independentemente do processo", declarou.
De acordo com Saliba, Donadon ainda está confiante de que os colegas da Câmara não cassarão seu mandato. O deputado pretende, mais uma vez, fazer a sua defesa presencialmente no plenário. A Secretaria-Geral da Mesa informou ter sido notificada sobre a autorização da Vara de Execuções Penai s para que Donadon participe da sessão. "Ele entende que, como não foi cassado da outra vez, deve ir até o final", disse.

Governo investe R$ 33 bi para fazer metrô em nove cidades, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (10), em seu programa de rádio “Café com a Presidenta”, que o governo federal está investindo R$ 143 bilhões em mobilidade urbana, sendo que R$ 33 bilhões são para fazer metrô em nove cidades brasileiras.

Parte dos recursos vem do Pacto da Mobilidade Urbana, anunciado em junho do ano passado pelo governo. “Estamos fazendo obras que vão melhorar o transporte coletivo nas nossas grandes e médias cidades, e dar mais qualidade à vida das pessoas”, afirmou Dilma.

Ao todo, serão construídos 3,5 mil quilômetros em obras de transporte coletivo, que incluem metrôs, trens urbanos, monotrilhos, aeromóveis, VLTs - que são os Veículos Leves Sobre Trilhos - além dos corredores de ônibus ou BRTs, informou a presidenta.
Os investimentos no metrô devem beneficiar as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Já os Veículos Leves sobre Trilhos estão sendo construídos em dez cidades no país, entre elas, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Cuiabá, Santos, Natal, Maceió, Goiânia, João Pessoa.

Prioridade
De acordo com Dilma, os investimentos em transporte sobre trilhos estão sendo priorizados. “O transporte sobre trilhos é um transporte de alta capacidade, ele tem capacidade para transportar milhares e milhões de pessoas. E, ao mesmo tempo, ele garante o deslocamento dos passageiros de forma muito mais rápida e mais segura”, destacou a presidente.

Além do investimento do governo federal de R$ 33 bilhões em metrô, os estados e municípios vão entrar com R$ 15,5 bilhões. Segundo Dilma, haverá ainda recursos de empresas privadas.

“Foram muitos e muitos anos sem o governo federal investir em transporte coletivo, principalmente não investindo em metrô. Na verdade, o governo federal fazia o seguinte, lavava as mãos e falava: Não. Esse não é um problema meu. Para o meu governo, é um problema meu. E nós, por isso, mudamos a nossa relação com o transporte urbano”, acrescentou Dilma.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Campos diz que aguarda 'hora certa' para oficializar Marina como vice

Eduardo Campos recebe visista da ex-senadora Marina Silva (Foto: Luna Markman/ G1)

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos disse, nesta sexta-feira (7), que aguarda apenas a "hora certa" para oficializar a ex-senadora Marina Silva como vice na chapa que a aliança PSB-Rede deve lançar na eleição presidencial deste ano. Campos, presidente nacional da legenda socialista, é cogitado para encabeçar a disputa.
Os dois estiveram juntos por quase três horas, na casa do governador, na Zona Norte do Recife, nesta tarde. A versão oficial é que Marina queria visitar a primeira-dama Renata Campos e conhecer o filho recém-nascido do casal, Miguel, aproveitando passagem na capital pernambucana onde fará, à noite, um palestra em um evento privado.
Ao fim da visita, o governador informou que somente após os encontros regionais -- que vão discutir as diretrizes de plano de governo da aliança, lançadas no último dia 4 -- é que a composição da chapa será tratada. "Falta chegar a hora exata de fazer [a oficialização de Marina a vice], cada coisa em seu tempo. Agora, os estados já começam a decidir as diretrizes para um debate consistente e vamos dar os passos seguintes de forma combinada. Até março, nós temos muito trabalho", comentou.
Durante a resposta, Marina até brincou, chamando os jornalistas de "povo avexado", usando corrente expressão nordestina para "apressado". O primeiro encontro regional será em Porto Alegre, no dia 22 de fevereiro; o do Sudeste, no Rio de Janeiro, em 15 de março; o do Nordeste, no Recife, em 5 de abril; o do Centro-Oeste, em Goiânia, em 12 de abril; e o do Norte, em Manaus, em 25 de abril.

Questionado sobre a eficácia das diretrizes do programa, Campos voltou a criticar a gestão da presidente Dilma Roussef. "Os problemas [do País] são maiores que as diretrizes, mas tenho certeza que esses problemas não se resolvem sem essas diretrizes. E os problemas todo dia têm se avolumado, está aí o problema da energia, que a gente já vem chamando a atenção que ele iria aparecer com força na cena brasileira. As diretrizes têm objetivo de apontar os caminhos para a solução dos problemas, a partir de um programa que vamos apresentar à sociedade. Agora quem governa hoje tem que dar resposta aos problemas", disse.

Rede na gaveta
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na última quinta-feira (6), arquivar a solicitação de registro do partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. Em outubro do ano passado, o plenário do TSE decidiu rejeitar o pedido de registro por falta de assinaturas de apoio necessárias, mas converteu o pedido de criação da legenda em "diligência", o que permitiria mais assinaturas fosse colhidas.

Marina disse que a Rede ainda vai definir uma posição sobre o arquivamento. "Vamos ter uma reunião da executiva para discutir isso. Estamos em fase de finalização da coleta das assinaturas e vamos decidir o momento oportuno e conveniente, do ponto de vista político, para entrar com o pedido do resgistro", disse.

Dilma tem 47%, Aécio, 19%, e Campos, 11%, diz Datafolha

Gráfico Datafolha (Foto: G1) Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (30) pelo jornal “Folha de S.Paulo” indica que a presidente Dilma Rousseff teria 47% dos votos e venceria no primeiro turno caso a eleição fosse hoje e ela tivesse como adversários o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Nesse cenário, Aécio teria 19% e Campos 11%. Votos em branco ou nulos seriam a opção de 16% e outros 7% responderam que não saberiam em quem votar.
Dilma cresceu 5 pontos na intenção de votos em comparação ao Datafolha divulgado em 11 outubro, que testou o mesmo cenário, com os mesmos candidatos.
O Datafolha entrevistou 4.557 pessoas em 194 municípios na quinta (28) e na sexta-feira (29), com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Dilma venceria no primeiro turno em 3 dos 5 cenários pesquisados (veja gráficos ao lado). Ela só teria de enfrentar uma segunda rodada caso a candidata do PSB seja Marina Silva.
No cenário em que Dilma concorre contra Marina e Aécio, ela teria 42% contra 41% da soma dos dois, um empate técnico. No mês passado, o resultado era 39% a 46%.
No caso de Dilma enfrentar Marina pelo PSB eJosé Serra pelo PSDB, a presidente teria 41% contra 43% da soma dos dois, também um empate técnico. No mês passado, o resultado era 37% a 48%.
2014
O cenário em que Dilma enfrenta Aécio e Campos é considerado o mais provável, mas as candidaturas só serão oficializadas pelos partidos no ano que vem.
A eleição de 2014 está marcada para 5 de outubro e, além de presidente, escolherá senadores, deputados federais, governadores e deputados estaduais.
Lula
A pesquisa também analisou a possibilidade da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2014. Segundo o Datafolha, Lula venceria a eleição no primeiro turno com 52% a 56% dos votos, dependendo do cenário (veja os números ao final da reportagem).
Joaquim Barbosa
O instituto também simulou um primeiro turno entre Dilma Rousseff, Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos(PSB).
Se as eleições fossem hoje, Dilma seria reeleita com 44% dos votos. Barbosa receberia 15%, Aécio, 14%, e Campos, 9%.
Em entrevistas, Barbosa vem afirmando que não será candidato em 2014. Caso decida se candidatar, tem até abril para se filiar a algum partido.
Cenário A
- Dilma: 47%
- Aécio: 19%
- Campos: 11%
- Brancos/nulos: 16%
- Não sabe: 7%
Cenário B
- Dilma: 42%
- Marina: 26%
- Aécio: 15%
- Brancos/nulos: 11%
- Não sabe: 5%
Cenário C
- Dilma: 45%
- Serra: 22%
- Campos: 11%
- Brancos/nulos: 15%
- Não sabe: 7%

Cenário D
- Dilma: 41%
- Marina: 24%
- Serra: 19%
- Brancos/nulos: 10%
- Não sabe: 5%

Cenário E
- Rousseff: 44%
Joaquim Barbosa: 15%
- Aécio: 14%
- Campos: 9%
- Brancos/nulos: 13%
- Não sabe: 6%
Simulação do Datafolha com Lula como candidato do PT
Cenário F
- Lula: 56%
- Aécio: 16%
- Campos: 8%
- Brancos/nulos: 14%
- Não sabe: 6%

Cenário G
- Lula: 52%
- Marina: 20%
- Aécio: 13%
- Brancos/nulos: 9%
- Não sabe: 5%

Cenário H
- Lula: 56%
- Serra: 16%
- Campos: 9%
- Brancos/nulos: 13%
- Não sabe: 6%
Cenário I
- Lula: 52%
- Marina: 20%
- Serra: 14%
- Brancos/nulos: 9%
- Não sabe: 6%

'Neste momento não haverá racionamento de água', diz Alckmin

Governador fez a afirmação durante visita a Taubaté, no interior de São Paulo. (Foto: Reprodução/ Tv Vanguarda) Em visita ao Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (SP) disse que não está previsto racionamento de água neste momento no Estado. A afirmação foi feita neste domingo (9), momento em que o reservatório do Sistema Cantareira caiu abaixo dos 20% e atingiu o menor nível da história, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Durante entrevista coletiva, após visita à linha de produção do novo veículo lançado pela Volkswagen, Alckmin disse que aposta na colaboração da população durante as campanhas para que o desperdício de água seja evitado. "Neste momento não haverá racionamento de água. O que estamos fazendo é uma campanha para evitar o desperdício, então entendo que com essa campanha e todos colaborando, não vai faltar", disse o tucano, que também foi a Taubaté assinar o convênio para ampliação da atividade delegada.
A Sabesp classifica o cenário do Sistema Cantareira como "preocupante" e anunciou na última semana desconto de 30% para quem economizar água. Formado por quatro represas, o sistema é responsável por abastecer casas de mais de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
O objetivo da campanha é incentivar a queda no consumo por causa da falta de chuva, que reduziu o nível das represas. O desconto vale apenas para os consumidores abastecidos por esse sistema e a informação está disponível na conta de água.
A média de consumo diário é de 161 litros por habitante. A campanha pede que esse valor seja reduzido para 128, ou cerca de 20%.
Chuva
O governador classificou ainda o momento como 'excepcional' e que aposta na previsão de chuva para normalização da situação.
"Há uma expectativa daqui a duas semanas de chuva. Mas é claro que é um momento excepcional porque no verão chove muito e temos agora um verão com muito calor e zero chuva. Por isso reitero que todos têm que evitar o desperdício, assim não vai faltar", completou.

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